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Zelotípia

por Luzia Pinheiro, em 06.06.15

Um fulgor de paixão

Um turbilhar de emoção

Vórtice de sensação

Ciclone de imensidão

A plenitude do ser

na totalidade dos seus eus

Que dirão os ventos destes eventos plenos de tormentos

mundanos, insanos, carnais?

Relâmpagos e vendavais, 

Trepidando canaviais 

Ocultando na tormenta das gentes 

os ciúmes dos dormentes

o marasmo do mundo uno numa só manada

a dos conservadores moralistas

com cheiro a fascistas.

Ditadores de leis de sanitas

Prenhes de parasitas

Na mesquinhez da zelotípia, 

da emulação dos corpos que se usam

face aos seus... 

aterrados no sofá da intempérie 

da pasmaceira 

da parvalheira

da estupidez.

 

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publicado às 06:13

No words can describe

por Luzia Pinheiro, em 06.06.15

Quando as coisas não tem sentido no momento... mas depois passam a ter. 

Quando do pensamento emana a recordação, a sensação de repetição... e o sentido!

Quando um episódio isolado do nada passa a fazer todo o sentido...

Porque se lhe encontrou, perdido, no fio do tempo, um elemento. 

O elemento que lhe confere significado, explicação... justificação de acção, palavra e omissão.

 

When it happens no words can describe. 

E depois ficas a rir-te por dentro... 

 

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publicado às 06:01

Quintinha da nação

por Luzia Pinheiro, em 18.01.15

Curvem-se os porcos,

Que do alto os pavões lhes passam por cima.

Espremam-se as vacas,

Que as cabras regozijam com isso.

Mantenham o rebanho bem tosquiado,

Que assim os lobos fazem casacos.

Depenem-se as galinhas,

Para fazer almofadinhas para as vizinhas.

Arranquem o bico aos patos.

Que é assim que se fazem escravos.

 

 

Luzia Pinheiro, 16 de Janeiro de 2015

 

 

 

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publicado às 19:59

O pássaro

por Luzia Pinheiro, em 18.01.15

Um pássaro pousou, 

Numa asa de avião

E com ele voou.

Queria percorrer o mundo,

Sem tempo nem rumo.

Viajar pelos cinco continentes,

Ver paisagens,

Mares e outras gentes.

Aquele pedaço de terra onde nascera

Era demasiado pequeno para tão tamanha existência...

Sua essência era do tamanho do mundo.

Ele era um pássaro do futuro.

 

 

Luzia, Janeiro 2015

 

 

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publicado às 19:50

O veneno dos sagrados

por Luzia Pinheiro, em 12.12.14

Embriagados de prazeres terrenos

Nos embalos de venenos

Bebemos e comemos.

 

Cantamos e maldizemos

Na missa sagrada do Deus de Amor

Na coerência cartesiana do pecador,

Prenhe de certezas e humildades

Bajulador.

 

Compramos bulas e vendemos banhas de cobra,

Somos seres iluminados, 

Cínicos idiotas que na nossa esperteza saloia cuidamos ser finos.

 

Queremos ser famosos, 

Queremos ter um lugar no céu,

Queremos ser inteligentes,

Queremos ser belos...

 

Mas somos frouxos,

Chico-espertos,

Esmifras e mesquinhos.

Escondemo-nos em máscaras!

E somos reles bastardos que batem com a mão no peito,

E dizem mal do vizinho minutos depois...

 

Queixar... confessar e rezar.

E o mundo a andar,

A andar...

Arrependemo-nos no leito...

Mas o mal já está feito.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:38

Exilada - poema de Florbela Espanca

por Luzia Pinheiro, em 09.12.14

Quem me pôs dentro de mim esta ânsia ardente

De quão é belo e puro e luminoso

se eu tinha de viver, humanamente,

Prisioneira d'um mundo tormentoso?

 

Quem me formou um coração fremente,

Torturado, exigente, cobiçoso

D'altura, d'infinito - se, imponente,

Veria limitar meu vôo ansioso?

 

Ah! Não sou deste mundo! O meu país

Não é este, onde o sonho contradiz

A realidade! Eu sou uma exilada, 

 

Que um duro engano fez nascer aqui!

Tirem-me da prisão onde caí!

Arranquem-me as algemas de forçada!

 

 

Florbela Espanca

 

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publicado às 15:31

Epicentro

por Luzia Pinheiro, em 02.11.14

O turbilhão do pensamento
como o centro de uma flor
Semeia-la o vento
e vai no encanto do tempo
sorrir com o calor.

Seus mistérios assim,
são poucos ou sem fim,
Sabe-los o firmamento
de tanto desejar.
O sentimento trespassado
no encanto do luar.

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publicado às 03:56

Olhar

por Luzia Pinheiro, em 02.11.14

Dentro do céu o mar.

No limiar da tentação um limbo.

Do turbilhão do teu olhar.

Do nosso olhar.

 

Amar sem amar.

Nós dois perdidos,

iluminados pelo luar.

 

Infinito brilhar,

teus olhos refletindo o luar.

Um raio de luz flamejante

Repelindo a escuridão.

Refletindo o meu olhar no teu olhar.

 

Não sei que pensas de mim.

Que pensaste.

Que irás pensar.

Não importa.

 

Nossos olhos flamejantes de luz

Inundam a escuridão da noite.

Como chamas acesas perdidas no tempo.

 

 

 

 

 

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publicado às 01:49

Quente

por Luzia Pinheiro, em 20.10.14

Queima o sol

Arde sem se ver

Na pela nua do teu ser

 

O toque quente

O beijar ardente

Dos raios de luz atravessando teu ser

 

O poder transcendente do sol

No meu ser

Tomando o teu

No meu.

 

Aquecendo,

Sondando,

Profundamente.

Transportansdo-te para a imensidão

Do ser.

 

 

 

 

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publicado às 00:53

No dia em que deixei de amar

por Luzia Pinheiro, em 18.10.14

No dia em que deixei de amar

Chorei lágrimas de pesar

Levou-as o vento

Com um suave alento a brisa do mar

 

Desci.

As gélidas areias percorri

Na rebentação da onda

Mais uma lágrima escorreu.

 

Levou-a o mar

Num eterno ir e voltar

Fundindo-a na imensidão.

 

O mar há-de ir e voltar.

E eu? Eu tornarei a amar.

 

::::::::::::::::::::

Poemas ao vento

LP

 

 

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publicado às 03:09

Ritmos

por Luzia Pinheiro, em 16.10.14

Como uma flor que floresce no luar

Nossos corpos entrelaçados

Desbrochando na emoção

Vertigem e exasperação

Ritmando à intensidade

Num infinito fulgor de paixão

Celebrando a imensidão

Do momento único de união.

 

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publicado às 01:41

Sentimentos tomados

por Luzia Pinheiro, em 25.09.14

Momentos em que os sentimentos

dormentes e quentes

tomados de vontades 

desmistificados na languidez de um olhar

presente na continuidade do momento

vivido.

Sonhado.

Respirado.

Expirado.

 

Sonhar nos mistérios  do tempo

o sentimento presente que flui

descontentamento de uma ausência premente

preenchida pelo calor da demência

de uma noite de inverno fria 

colmata com um uísque raro.

 

Devaneio

sentimento alheio

tomado como meu

no intimo teu.

 

 

LP 

25 de Setembro de 2014

Braga

 

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publicado às 18:57

...

por Luzia Pinheiro, em 05.04.14

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publicado às 01:20

...

por Luzia Pinheiro, em 05.04.14

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publicado às 01:20

...

por Luzia Pinheiro, em 05.04.14

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publicado às 01:19


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